11 julho 2017

CT do Botafogo: o sonho virando realidade



Se o torcedor do Botafogo pensou que não viveria nesse ano uma expectativa tão grande quanto a de um jogo pela Libertadores, foi surpreendido pela notícia de uma possível aquisição de um centro de treinamento (CT). Quem entende a importância dessa estrutura certamente está mais ansioso do que em disputa de pênaltis (até porque isso já perdeu a graça para nós).

Amanhã, 11/07/2017, o Conselho Deliberativo votará a proposta de aquisição de um CT construído em Vargem Pequena, zona Oeste do Rio de Janeiro. Como conta a reportagem do UOL, os irmãos Walter e João Moreira Salles financiarão a compra, e o Botafogo os pagará em 30 anos.


Ilustração do local (Espaço Lonier)

Há anos os torcedores clamam por um mecenas, sempre sonhando com aportes financeiros a fundo perdido feito por botafoguenses ilustres. Num futebol profissional, isso não é necessário. É possível que empresários façam esses investimentos e tenham retorno, se o projeto for viável.



A ajuda dos botafoguenses ilustres

Engana-se quem pensa que o Botafogo não tem ajuda de torcedores ilustres com grande condição financeira. Como em todos os grandes o clubes, no Botafogo também há ajuda política, financeira e de relacionamento institucional por parte de grandes torcedores. Porém, quem direciona os investimentos é o próprio clube. Nunca foi apresentado um projeto bem estruturado, viável, para que fosse feito um investimento com um retorno bom para todos.

Os irmãos Moreira Salles e outros alvinegros sempre socorreram o clube em momentos de dificuldades. Seja para fazer fundo de investimento, ajudar a captar patrocínio, fechar as contas ou até pagar salários, o Botafogo sempre contou com essas pessoas.

No mandato de Bebeto de Freitas, foi feito o CT João Saldanha em General Severiano. Esta obra foi capitaneada por um grande sócio botafoguense que colaborou fortemente nos mandatos de Bebeto de Freitas, Maurício Assumpção e continua a fazê-lo na gestão Carlos Eduardo. Os irmãos Moreira Salles são muito próximos a este sócio, em quem confiam bastante quando se trata de entrar em algum projeto envolvendo o Botafogo.

Citamos aqui os irmãos Moreira Salles porque já saiu na imprensa. Não citaremos o tal sócio porque não lhe pedimos autorização. Mas por ele ter uma visão mais moderna e profissional para o Botafogo, certa vez ouvimos de pessoas da sede que o clube deveria fazer uma reforma estatutária para "impedir que alguém como ele chegue à presidência".



As condições do CT

O Conselho Fiscal do Botafogo já analisou o Memorando de Entendimento entre Botafogo e os irmãos Moreira Salles para aquisição do CT. O memorando trata das condições financeiras do negócio, que são as seguintes:
  • Valor máximo de R$ 25 milhões para aquisição de terreno mais obras (ou já pronto) .
  • Botafogo e irmãos Salles devem aprovar local e condições.
  • Imóvel fica em nome dos irmãos e por meio de Instrumento Particular de Promessa de Compra e Venda, será adquirido pelo BFR.
  • Pagamento em 360 parcelas iguais (30 anos).
O Conselho Fiscal também recomenda que o Botafogo se desfaça de Marechal Hermes ou de Caio Martins para arcar com as despesas mensais das parcelas e da manutenção do novo CT. Seria mesmo interessante para o Botafogo se livrar dessas instalações problemáticas e concentrar esforços e recursos em algo realmente seu.

Pelas contrapartidas exigidas pelos irmãos, o Botafogo deve:
  • Construir uma escola no local que atenda ao menos 60% dos jovens das categorias de base - além da bela preocupação com o social, uma escola agrega muito valor ao clube e aos jovens que lá estão. Ajuda até na formação como jogador.
  • Repassar aos irmãos Moreira Salles 20% dos direitos financeiros que couberem ao clube, derivados de negociação de jogadores das categorias de base.
  • Manter o percentual mínimo de 60% (sessenta por cento), dos direitos financeiros de qualquer jogador que passe pelas categorias de base do Clube - essa cláusula protege os irmãos e também o Botafogo, evitando o fatiamento dos direitos de jogadores da base.
As contrapartidas não apenas parecem justas como agregam valor e protegem o Botafogo em alguns casos.



O local

Conforme já noticiado amplamente, o CT deve ser num terreno de 200 mil metros quadrados em Vargem Pequena, onde hoje funciona o Espaço Lonier. O tamanho do terreno permite com sobras a construção de um CT integrado para categorias de base e profissional.

O local tem um campo de dimensões oficiais, mas já conta com outras estruturas prontas, como as de hospedagem, permitindo ao clube definir a melhor forma de realizar obras de adaptação às suas necessidades.


Infraestrutura esportiva (Espaço Lonier)

Fosse apenas um terreno baldio em município distante, já seria algo bom. Um terreno de 200 mil metros quadrados na zona Oeste do Rio traz excelentes perspectivas para o Botafogo.



Benefícios para o futebol

A base do Botafogo, blindada por Manoel Renha, conseguiu excelentes resultados com os bons profissionais capitaneados pelo diretor, mesmo padecendo de investimento muito baixo e infraestrutura modesta. Por isso o Botafogo desenvolve muito bem seus jogadores, mas não atrai os melhores talentos. Daí a tendência a revelar bons defensores inteligentes taticamente, mas poucos jogadores de ataque.

A nova estrutura do CT pode trazer o que faltava para a base dar um salto de qualidade, ainda mais num momento em que já perdemos um excelente profissional para o Cruzeiro e temos risco de perder outros para clubes mais estruturados.

Os profissionais, por sua vez, poderão trabalhar isolados da sede, com mais tranquilidade, privacidade e menos pressões e distrações. O treinador do profissional poderá acompanhar de perto os jovens das categorias de base.



A evolução da estrutura do Botafogo

Em 2014, durante o processo eleitoral, conversamos com algumas chapas e fizemos a todos a pergunta: o que você pretende deixar de legado para o Botafogo? A surpresa com a pergunta nos deixou preocupados com todas as chapas.

Em 2003, Bebeto de Freitas pegou um Botafogo rebaixado, endividado, até com computadores sumidos. Seu legado foi: Estádio Nilton Santos, CT João Saldanha, Ato Trabalhista, Timemania (o antecessor do Profut). A administração Bebeto teve inúmeros problemas, mas deixou este legado estrutural. Seu sucessor deveria manter as conquistas e avançar em dois pontos principais: um CT definitivo e categorias de base, abandonadas por Bebeto.

Em 2009, Maurício Assumpção assumiu nesse cenário. Teve dois méritos: conseguiu gerar receita e avançou nas categorias de base, que não tinham nada. Mas, além de tudo que já sabemos, ele depreciou as conquistas anteriores ao ser excluído do Ato Trabalhista, atrasar impostos, degradar o estádio Nilton Santos e não fazer CT - o Botafogo de Assumpção regrediu.

Em 2014, Carlos Eduardo assume esse Botafogo. Primeiro volta ao Ato Trabalhista e depois adere ao novo Profut. O Botafogo desfazia alguns retrocessos de Assumpção. Em 2017, passa a utilizar melhor o Nilton Santos. A categoria de base, agora nas mãos de Manoel Renha, dá sequência e melhora o trabalho que já vinha de alguns anos. 

Note que não abordamos resultado de campo, pois não nos interessam bons resultados fortuitos. Mais do que ganhar um título, queremos que o Botafogo tenha estrutura que lhe permita disputar todos os grandes títulos ano após ano.



O legado de Carlos Eduardo

Carlos Eduardo, quando cobrado para que fizesse um CT, sempre alegou que o clube não tinha condições para tal. Apesar disso, esbanjando os R$ 100 milhões adiantados junto à Globo, o clube gastou R$ 13 milhões na Ilha do Governador e anunciou mais R$ 3 milhões em obras no Nilton Santos para receber treinos do profissional (ninguém sabe em quanto ficou essa obra). Esses R$ 16 milhões gastos em menos de um ano já seriam 64% desses R$ 25 milhões do Memorando de Entendimentos.

Em janeiro deste ano, em entrevista à Rádio Botafogo, Carlos Eduardo pensava em utilizar Marechal Hermes e trabalhar com as categorias de base descentralizadas mesmo, pois entendia ser o possível a ser feito. Não se cogitava um CT, o que nos leva a crer que esta proposta tenha surgido recentemente.


Entretanto, ao assinar este contrato pelo CT, Carlos Eduardo preenche a lacuna que faltava para o Botafogo entrar no século XXI e passar a ter condições estruturais em nível semelhante às de seus competidores.

A torcida tem acompanhado como o estádio Nilton Santos é uma vantagem para o Botafogo dentro e fora de campo. E no seu aniversário de dez anos, ganha a companhia do CT.

O Botafogo terá os seguintes pilares para continuar evoluindo:

Futebol:
  • Estádio Nilton Santos.
  • CT integrado.

Financeiro:
  • Ato Trabalhista.
  • Profut.

Precisamos evoluir na questão administrativa: 
  • Profissionalizar o clube. 
  • Isolar o futebol do social.
  • Gerar receitas.
  • Aplicar os recursos corretamente.


Esperamos que o sim dito pelos conselheiros nesta terça seja o início de uma nova era para o Botafogo.

Daqui a alguns anos, quando o Botafogo for candidato a título nas principais competições, lembremos de 2007 (Nilton Santos) e 2017 (CT).

14 dezembro 2016

Com a palavra, o Conselho Fiscal do Botafogo



Após o texto sobre o adiantamento de R$ 100 milhões pela gestão atual, recebemos alguns questionamentos, especialmente sobre ser antecipação ou não.

Foto: Blog do Torcedor do GE
O primeiro ponto é que preocupa-nos mais a aplicação do recurso do que seu recebimento. A aplicação do recurso deve ser alvo de debate e fiscalização, sob risco de gastarmos sem agregar nada ao clube.

O segundo ponto, sobre ser antecipação, deixamos que as manifestações do Conselho Fiscal sobre o tema possam esclarecer.


Memorando 15 do Conselho Fiscal, sobre contrato da Globo

Em 12 de setembro de 2016, o Conselho Fiscal emitiu memorando acerca da prorrogação do contrato com a Globo até 2024. Nele, o Colegiado afirma que se trata de antecipação e manifesta preocupação com a longa duração do contrato.


Memorando 15 do Conselho Fiscal, de 12/09/2016
"Preliminarmente, algumas observações devem ser consideradas como:
a) Como já houve uma "pré-assinatura" da cessão, acreditamos que o Departamento Jurídico tenha feito suas considerações e tenha dado o aval acerca dessa negociação.
b) Nesta cessão, como a negociação vai até 2024, se trata de um período muito longo, de outras administrações inclusive, outros momentos financeiros ou quem sabe até de apresentação de outras propostas, assim, ficamos impossibilitados de negociar melhores propostas, já que ficamos vinculados a Globo;
c) Sabemos da nossa difícil realidade financeira, mas não podemos nos deixar seduzir por antecipações de pagamentos, que eles chamam de luvas. Será que todos os clubes terão esses mesmos valores;
d) O item em que as proponentes terão o direito de sublicenciar a terceiros, qualquer dos direitos da proposta, sem anuência ou pagamento do clube, ou seja, estarão ganhando em cima dos clubes (terceirização)."

Parecer do Conselho Fiscal sobre o orçamento 2017:

Em seu parecer acera do orçamento 2017, tema da reunião de 15/12/2016, o Conselho Fiscal novamente refere-se ao dinheiro da Globo como "antecipação".
Parecer do Conselho Fiscal sobre o orçamento 2017
"Com um aumento de 27% das receitas em relação ao ano de 2016, entendemos que esta variação está embasada principalmente na provável antecipação no contrato da Rede Globo em Janeiro/2017, no valor de R$ 40.000.000,00 (quarenta milhões de reais)."

08/12/2015 - A primeira antecipação de R$ 40 milhões

Na reunião de 08/12/2016, foi analisada a proposta de prorrogação do contrato com a Globo de 2017 para 2019, com redução no valor global e antecipação de receitas. 

Desta vez quem explica é o Vice-Presidente Executivo, Luís Fernando Santos, conforme registrado em ata:
Ressaltou o Vice-Presidente Executivo que os quarenta milhões (R$ 40 milhões) não são luvas e que teremos que devolvê-los em cinco anos (5 anos), sem juros e correção monetária. 

...
Ou seja, ao em vez de simplesmente aplicar os quarenta milhões (R$ 40 milhões) de adiantamento, nós utilizarmos dezesseis milhões (R$ 16 milhões) para zerar as dívidas de 2015 e aplicarmos o resto, a perda financeira do novo contrato se limitará, na realidade, a aproximadamente dois milhões de reais (R$ 2 milhões). 
...
Concluiu o Vice-Presidente Executivo que é um compromisso da Diretoria que o saldo remanescente do adiantamento, depois de retirados os dezesseis milhões (R$ 16 milhões) para pagamento das dívidas correntes, será preservado fora do orçamento, sendo utilizado apenas nos casos de despesas julgadas necessárias pelo Conselho Diretor e com a devida aprovação dos Conselhos Fiscal e Deliberativo. 
Vejam, o próprio Vice-Presidente Executivo afirma que os R$ 40 milhões são adiantamento de uma primeira negociação que já extrapolava o mandato atual.

O mais importante aqui é o compromisso assumido de só utilizar os R$ 24 milhões restantes com autorização dos Conselhos Fiscal e Deliberativo. 

Jamais houve qualquer solicitação ao Conselho Deliberativo sobre uso desse dinheiro. 


Conselho Fiscal cobra mais transparência

Não por acaso, o próprio Conselho Fiscal cobrou transparência. Nos memorandos 14 e 15, ambos de 12 de setembro de 2016, o Conselho Fiscal escreveu este mesmo parágrafo abaixo:


Memorandos 14 e 15 do Conselho Fiscal, de 12/09/2016
"Destarte, mais uma vez lembramos a sugestão deste Conselho Fiscal, feita acerca da criação de um "departamento para o controle dos contratos e/ou processos", onde pelo princípio da transparência, todos deveriam após sua análise e ter seu fluxo de controle, serem direcionados ao Conselho Fiscal, para o seu efetivo exame, como está previsto no Estatuto, e não apenas alguns contratos."
Na reunião do Conselho Deliberativo de 27/09/2016, um conselheiro mencionou este fato, que o Conselho Fiscal havia questionado em memorandos que não estava recebendo todos os contratos, mas apenas alguns. 

O presidente Carlos Eduardo reagiu de forma agressiva, mas a presidente do Conselho Fiscal, Leila Freitas, estava presente e confirmou que o Conselho Fiscal enviou ofício solicitando alguns contratos não entregues pelo Conselho Diretor.


Como usar esses recursos?

As renegociações do Botafogo com a Rede Globo com antecipação de receitas não são anormais. A questão é como usar dinheiro antecipado de contratos longos. Esse dinheiro tem que ser direcionado para investimentos que deem retorno, que agreguem valor ao patrimônio ou à estrutura do clube, que permitam posterior aumento de arrecadação. O maior exemplo seria um Centro de Treinamento.

Porém, se o dinheiro for gasto em capital de giro, para fechar os anos do mandato atual, teremos um enorme problema no mandato seguinte. Se em 2018 não haverá mais dinheiro de antecipação entrando, e se agora não for feito nada para aumentar receita, o gestor de 2018 será provavelmente obrigado a contrair empréstimos ou obter novos adiantamentos, comprometendo mais o futuro do clube.

Esta é a cobrança que fazemos ao presidente e aos conselheiros. O uso do dinheiro antecipado tem que garantir um melhor futuro para o Botafogo, e não comprometê-lo.

Esperamos que o assunto seja tratado com a transparência e a serenidade que merece.  



13 dezembro 2016

Carlos Eduardo adiantou R$ 100 milhões da Globo



Se você, torcedor, ouvisse alguém dizer que o Botafogo adiantou R$ 100 milhões do contrato com a Globo, comprometendo dois mandatos subsequentes, imediatamente pensaria: "maldito Maurício Assumpção, mas ainda bem que elegemos o Carlos Eduardo, que sempre combateu esse tipo de prática".

É, mas foi exatamente isso que a atual gestão fez em apenas dois anos de mandato. Carlos Eduardo adiantou R$ 100 milhões da Globo e estendeu o vínculo até 2024, tirando receitas de dois mandatos subsequentes ao seu.


CEP repete práticas de Assumpção (foto: Extra online)


08/12/2015: R$ 40 milhões, contrato até 2019

Em reunião do Conselho Deliberativo de 08/12/2015, o contrato com a Globo, que se encerraria em 2017, foi estendido até 2019, com adiantamento de R$ 40 milhões, atingindo dois anos do próximo mandato.

A justificativa foi de que o Botafogo precisava de R$ 16 milhões para fechar o ano de 2015, obter Certidões Negativas de Débito e aderir ao Profut, programa de refinanciamento das dívidas fiscais.

Os R$ 24 milhões restantes só seriam utilizados com autorização do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal, conforme ata da reunião destacada abaixo: 

Página da ata da reunião de 08/12/2015: último parágrafo é bem claro.
"Concluiu o Vice-Presidente Executivo que é um compromisso da Diretoria que o saldo remanescente do adiantamento, depois de retirados os dezesseis milhões (R$ 16 milhões) para pagamento das dívidas correntes, será preservado fora do orçamento, sendo utilizado apenas nos casos de despesas julgadas necessárias pelo Conselho Diretor e com a devida aprovação dos Conselhos Fiscal e Deliberativo." 

Entretanto, jamais foi solicitada ao Conselho Deliberativo qualquer autorização para uso desses recursos, como pode ser visto nas atas das reuniões de 2016. Se foram usados na Arena Ilha ou em qualquer outra coisa, tal uso foi feito sem cumprir o escrito na ata de 08/12/2015.


18/10/2016: adiantamento de R$ 60 milhões, contrato até 2024


No primeiro semestre, surgiu uma informação de que novo adiantamento havia sido negociado com a Globo, desta vez referente a um contrato até 2024. A diretoria não confirmava, evitava se pronunciar sobre o assunto, até que o tema entrou na pauta da reunião do Conselho Deliberativo de 21/06/2016


A nova renegociação com a Globo, assinada sem passar pelo Conselho Deliberativo, deveria ser discutida na reunião de junho, mas este item foi retirado da pauta durante a reunião. Tal fato só foi devidamente tratado posteriormente, em 18/10/2016, numa reunião fechada, coisa que os atuais dirigentes sempre combateram eram oposição.


Nesta reunião, o Conselho Deliberativo referendou o que o presidente já assinara: adiantamento de R$ 20 milhões em 2016, mais R$ 40 milhões em janeiro de 2017, por um contrato que vai até o distante ano de 2024.



Total de adiantamentos: R$ 100 milhões


No total, renegociaram contratos com a Globo estendendo-os até 2024isto é, indo até o 3º ano do segundo mandato após o atual. 


E recebendo de adiantamento dividido assim: R$ 40 milhões em 2015R$ 20 milhões em 2016 e mais R$ 40 milhões em 2017totalizando incríveis R$100 milhões de adiantamento em dois anos, tirando receita de sete anos de mandatos subsequentes ao atual.


Note que os R$ 100 milhões de adiantamento serão recebidos no intervalo de 14 meses, de dezembro de 2015 a janeiro de 2017. Para comparação, o total de despesas de 2016 foi de R$ 129 milhões. 

Ou seja, Carlos Eduardo adiantou valores equivalentes às despesas de um ano inteiro. Está governando três anos com recursos correspondentes a quatro anos, comprometendo gravemente os mandatos 2017-2021 e 2021-2025.


Consulta ao Conselho Fiscal

Diante da gravidade do fato, questionamos o Conselho Fiscal, consultando três conselheiros.

1 - Em 21/11/2016, perguntamos informalmente a um conselheiro fiscal sobre o destino dos R$ 24 milhões do adiantamento de 2015. A resposta foi que o dinheiro foi usado para pagar várias contas no final do ano de 2015, com anuência do Conselho Fiscal. Entretanto, não sabemos o destino de tais recursos e fica o fato de não ter havido nenhum pedido de autorização ao Conselho Deliberativo.

2 - Em 24/11/2016, mandamos email a outro conselheiro fiscal, também questionando o destino desses R$ 24 milhões. Ainda não recebemos resposta. 

3 - Em 09/12/2016 enviamos email à presidente do Conselho Fiscal, ampliando o questionamento:
A) Qual o destino dos R$ 24 milhões que só poderiam ser utilizados com autorização dos Conselhos Fiscal e Deliberativo?
B) Sobre o adiantamento total de R$ 100 milhões, compromentendo os mandatos 2017-2021 e 2021-2025, existe restrição de uso? Por exemplo, existe necessidade de autorização dos Conselhos Fiscal e Deliberativo para que seja usado? 
C) A atual diretoria poderá utilizar este adiantamento para despesas correntes ou somente para investimentos e abatimento de dívida?

Ainda não recebemos resposta. 


Reunião de 15/12/2016 - Conselho Deliberativo tem dever de cobrar

É provável que a diretoria alegue que não tinha escolha senão aceitar os adiantamentos, que as propostas eram boas e que as circunstâncias não apresentavam melhores alternativas. Se o Conselho Deliberativo concordou com isso, mesmo nos casos em que o presidente assinou o contrato antes de consultar os conselheiros, é uma etapa. Outra é discutir como o dinheiro será gasto.

É imperativo que a diretoria venha a público esclarecer o destino de cada centavo desses R$ 100 milhões adiantados. Uma boa oportunidade é a reunião do Conselho Deliberativo de 15/12/2016, próxima quinta-feira.

Nesta reunião será apresentado o orçamento 2017, que mostra números preocupantes. As despesas aumentam, mas as receitas só têm algum crescimento graças aos R$ 40 milhões de adiantamento. Ou seja, sem o adiantamento, a conta não fecha, o que indica que o dinheiro será usado para cobrir a diferença negativa entre gasto e arrecadação.

Se esses recursos forem gastos sem agregar nada ao Botafogo em patrimônio, estrutura ou redução significativa de dívidas, isto é, se forem gastos em despesas correntes, Carlos Eduardo estará salvando seu mandato às custas do futuro do Botafogo.

A diretoria nos deve uma explicação. O Conselho Deliberativo deve cumprir seu papel de questionar e fiscalizar. E os sócios não podem mais se omitir como sempre fizeram.





12 dezembro 2016

Reunião do Conselho Deliberativo - 15/12/2016



Após a festa pela classificação à Libertadores, já é hora de planejar 2017. Nesta quinta-feira, dia 15, a partir das 19:00, o Conselho Deliberativo se reunirá com uma pauta importante. Os destaques são o orçamento de 2017 e a reforma estatutária.

Sede de General Severiano (foto: globoesporte.com)

Você, torcedor, deve estar atento aos assuntos discutidos e às decisões tomadas. Elas tem não apenas consequências de curto prazo, por exemplo a próxima Libertadores, como no futuro do clube a médio e longo prazo.

A convocação enviada em 05/12/2016 aos conselheiros traz a seguinte pauta:
a) Leitura, discussão, aprovação, ou não, das Atas das reuniões de junho, agosto, setembro e outubro;

b) Recebimento da proposta de reforma do Estatuto;
c) Nomeação da Comissão Especial para reforma do Estatuto;
d) Parecer do Conselho Fiscal sobre a Proposta Orçamentária;
e) Apreciação e votação do Orçamento para 2017 e deliberar sobre o limite 
da autorização de que trata o art. 54, inciso XIV;
f) Tomar conhecimento do Parecer do Conselho Fiscal sobre a locação do 33º andar à Empresa HLV Auditores Sociedade Simples, de acordo com o art.54, item XIX, letra f ;
g) Aprovar, ou não, a locação desse andar;
h) Assuntos gerais.

Convocação para reunião de 15/12/2016

Esperamos que os conselheiros cumpram sua missão de fiscalizar e questionar o Conselho Diretor. Não é para criticar por criticar nem fazer oposição destrutiva, mas apenas perguntar, questionar pontos pertinentes.

Exemplos de questões importantes:

O Botafogo adiantou R$ 100 milhões da Globo, estendendo o vínculo até 2024. Como foram gastos os adiantamentos já recebidos e como serão gastos os que receberá em 2017?
O orçamento prevê aumento de despesas superior ao aumento de arrecadação, só fechando a conta com adiantamento, fato que despertou preocupação do Conselho Fiscal. Se a gestão é austera como se diz, por que não reduz despesas ou aumenta receita, evitando uso de antecipação para cobrir déficit?
Por que a proposta de reforma do Estatuto foi feita apenas por membros do Mais Botafogo? Por que só agora foi enviada ao Conselho Deliberativo se a comissão do Mais Botafogo já havia concluído o trabalho em março?

Há outras questões importantes. No dia 15/12, quinta-feira, estaremos no ginásio Oscar Zelaya, em General Severiano, observando atentamente as explicações da Diretoria e a atuação dos conselheiros. 

Informaremos os principais pontos da reunião pelo Twitter. Sigam o @othiagopinheiro e o @fernandolopo.






23 julho 2016

Independiente del Valle, o que ele poderia nos ensinar?





A situação financeira grave por que passa o Botafogo leva a uma inevitável discussão

sobre uma ampla reforma estrutural, que modifique substancialmente o modelo atual

do clube. Reformas pontuais no Estatuto já não servem mais diante da urgência e do

tamanho das mudanças necessárias. Sendo assim, é interessante observar modelos

aplicados com sucesso em outros clubes, cada um ao seu jeito, com maior ou menor

grau de sucesso, conforme suas circunstâncias.


Em 2014, o Botafogo voltou à Libertadores após dezoito anos, e enfrentou por duas

vezes um desconhecido clube equatoriano, o Independiente del Valle. Dois anos

depois, o del Valle está na final da Libertadores, enquanto o Botafogo luta para se

manter na série A após voltar da série B.

O del Valle tornou-se um clube empresa há cerca de dez anos, e isso merece especial

atenção neste momento, uma vez que corre na Câmara dos Deputados o PL

5082/2016 que cria a Sociedade Anônima do Futebol (SAF), inspirada na Sociedade

Anônima Desportiva (SAD) de Portugal.

De Club Social a Companhia Limitada


Fundado em 1958 com o nome de Club Social y Deportivo Independiente, em 1977

passou a se chamar Independiente José Terán, o clube que chega a final da

Libertadores da América foi refundado em 2007, quando uma reforma estatutária

mudou o seu nome para Independiente del Valle (o clube é do vale de Sangolquí).

Michelle Deller, poderoso empresário equatoriano dono de imóveis e dos shopping

centers Quicentro Shopping y San Luis, uniu-se a um time de peso: Franklin Tello,

presidente do KFC no Equador, Santiago Morales, ex-jogador, e Héctor Jácome,

prefeito de Sangolquí. Juntos assumiram a direção do clube e provocaram uma

revolução.

Em janeiro de 2008, com um capital social de apenas 400 dólares, Deller criou a

Companhia Limitada Independiente del Valle, a primeira do futebol equatoriano. Ao

contrário do antigo Club Social y Deportivo Independiente, a companhia poderia

receber investimentos financeiros, ter uma administração profissional, e, futuramente,

participar da Bolsa de Valores.

El Club Especializado de Alto Rendimiento


A segunda grande mudança foi criar um centro de treinamento, ou, como eles

preferem chamar, centro especializado. Com investimento anual superior a 600 mil

dólares, além de alguns milhões investidos na construção, possui 7 campos com

medidas oficiais, uma piscina coberta, ginásio, hotel, academias, refeitórios e uma

escola.

Toda essa estrutura é compartilhada por até 140 jogadores, divididos em 4 categorias,

além da equipe principal. O processo de “peneira” é semanal. Todo sábado, cerca de

30 crianças são observadas, algumas são selecionadas para uma segunda parte do

processo que dura 2 semanas de treinamento intensivo. Ao final, os escolhidos

passam a morar e estudar no próprio local. Recebem uma ajuda de custo que varia de

50 dólares a 150 dólares mensais.


Seu estádio, o acanhado El Estadio Rumiñahui, possui capacidade máxima de 10 mil

pessoas. Em 2014, Botafogo jogou lá pela Libertadores. Perdeu de 2x1 graças as

expulsões de Edilson e Bolívar. Além de pequeno, é feio, mas fica a 2850 metros

acima do mar, o que confere ao clube uma vantagem devido à altitude. Essa

capacidade seria suficiente para a quantidade de torcedores que o clube possui, mas

a partir da segunda fase da Libertadores o mínimo exigido por regulamento passa a

ser de 20 mil torcedores.


Del Valle elegeu, então, o Estádio Olímpico Atahualpa, em Quito, como sua casa.


Mas qual a razão para um time que está há menos de 10 anos na elite equatoriana,

nunca foi campeão e não possui nenhuma grande estrela, lotar um estádio de 38 mil

pessoas numa outra cidade?


Esse aí ao lado é o presidente do del Valle, Franklin Tello, entregando um cheque

superior a um milhão de reais a ONU. Em 16 de abril um terremoto atingiu o equador

matando mais de 600 pessoas e deixando milhares de desabrigados. Ao passar da

fase de grupos, Tello prometeu que toda a renda com bilheteria nos jogos da

Libertadores seria destinada às vítimas da tragédia. Essa atitude cativou torcedores de

todo o país que resolveram abraçar o time e o transformaram no representante do

Equador.


Além da reformulação societária, do belíssimo centro de treinamento e da crescente

torcida, graças em boa parte a campanhas sociais, o clube possui como

patrocinadores grandes empresas multinacionais: KFC, Chevrolet, Gatorade, Directv e

Marathon, além de empresas nacionais que vão desde o Banco Guayaquil até um

restaurante local. São empresas que chegaram ao clube graças à agenda telefônica

de seus diretores. Afinal, o presidente do clube também é o presidente do principal

patrocinador, mas permaneceram graças a um projeto de longo prazo bem executado.



O adversário nessas finais é o tradicional Atlético Nacional, que, curiosamente, também é um clube empresa, cujo dono é o bilionário colombiano Carlos Ardila Lülle.

Independiente do resultado, existe grande possibilidade das principais estrelas da

equipe serem vendidas após as finais. Mas isso não tira o sono de seus novos

torcedores. O projeto, como gosta de dizer Luxemburgo, é para o futuro. Enquanto sua

fábrica de jogadores estiver a todo vapor, novos talentos vão surgir e o clube seguirá

disputando novas finais.


E o Botafogo, qual é seu projeto pro futuro?


18 julho 2016

Arena Botafogo - mando de campo de verdade





Arena Botafogo - visão da cadeira social

Mando de campo 

No sábado, pela primeira vez o Botafogo fez um clássico exercendo plenamente seu mando de campo: jogo em casa com 10% de ingressos para os visitantes.

Em 2008 o Botafogo já havia enfrentado Vasco e Fluminense no Engenhão destinando-lhes 20% dos ingressos, conforme acordo vigente à época. Mas não havia conseguido fazer o mesmo contra o Flamengo, pois um dirigente seu obtivera documento da PM e dos Bombeiros impedindo o jogo no Engenhão com carga reduzida ao visitante. Desta vez não teve escapatória, estreamos a Arena Botafogo destinando 10% dos ingressos ao visitante, neste caso o Flamengo.

E a Arena Botafogo estreou bem. Se erros individuais permitiram que os visitantes abrissem dois gols de vantagem, o estádio alvinegro deu forças ao time para buscar o empate, ao passo que o adversário encolheu-se, permitindo nossa reação. É de se perguntar se as duas equipes teriam o mesmo comportamento num Mário Filho dividido ou com maioria dos adversários.

O pleno exercício de seu mando de campo deve ser a prática do Botafogo daqui por diante, o que no Engenhão trará ainda mais ganhos técnicos e financeiros. A era da do chamado “campo neutro”, do Engenhão meio a meio ou do Maracanã em proporção livre acabou. Os rivais locais são tão visitantes quanto qualquer outra equipe.


Objetos atirados ao gramado

O lado negativo do jogo foram os objetos arremessados. Dois pela torcida do Botafogo, um pela dos visitantes. É difícil entender o que leva um torcedor a praticar um ato desse, mesmo sabendo das consequências. Esse tipo de imbecil tem que ser punido exemplarmente.

O árbitro relatou as ocorrências na súmula assim:

Súmula de Botafogo 3 x 3 visitante


Pelo Código Brasileiro de Justiça Desportiva, os clubes estão sujeitos a punição por objetos arremessados em campo, mas podem ser eximidos de responsabilidade se os autores forem identificados e detidos:

Art. 213 do CBJD, sobre objetos atirados ao campo de jogo

Como nos três casos os autores da infração foram devidamente identificados, o Botafogo deve escapar de punições. Mas até que haja a absolvição em julgamento, permanece o risco.


22 junho 2016

Arena Botafogo (reunião do CD de 21/06/2016)



O vice-presidente Executivo Luís Fernando Santos falou sobre a Arena Botafogo, atualizando as informações passadas na reunião de 24/05/2016, que você pode rever aqui.



28/05/2016: Vista central da Arena - Botafogo Oficial

  • Inauguração: nova previsão para 03/07, domingo, contra o Santa Cruz, dependendo apenas de confirmação do Gepe - Grupamento Especial de Policiamento nos Estádios. O repórter Thiago Veras, da Tupi, informou que o Gepe marcou nova vistoria para sexta-feira, dia 24/06. 

Twitter do repórter Thiago Veras
  • Capacidade: total de 16.500 lugares, distribuídos em quatro setores: sociais (5.500), arquibancada Botafogo atrás do gol (4.000), arquibancada Botafogo lateral (5.350) e visitante (1.650).
31/05/2016: Panorama da Arena - Botafogo Oficial
  • Clássicos: o Botafogo pretende mandar os clássicos na Arena Botafogo, com a torcida visitante restrita a 1.500 ingressos, de forma semelhante ao ocorrido em São Januário durante o Estadual. Isso depende apenas da liberação da PM.
  • Custo e retorno: um conselheiro questionou o custo de R$ 5 milhões, que divididos por, digamos 12 jogos, daria algo em torno de R$ 420 mil por jogo. O VP admite que não haverá retorno financeiro, pois a receita é de bilheteria e pacote de ingressos para sócios. O retorno esperado é técnico, dentro de campo.
  • Período de uso: até o fim de 2016. Ao fim do contrato, a estrutura será toda desmontada, evitando que posteriormente outro clube pegue o estádio com essa estrutura pronta.
  • Iluminação: a iluminação foi retirada do Engenhão para a Arena. 
  • Cores: Arquibancadas terão as cores do Botafogo.
  • Acesso: um conselheiro questionou o acesso à Ilha, que seria ruim. O VP Executivo respondeu que esse problema haveria em outros lugares, como em Caio Martins, e que na Arena haverá estacionamento para ônibus, incentivando esse tipo de transporte.
O VP Executivo fala da Arena Botafogo
  • São Januário: o Vasco nunca quis fazer um contrato por São Januário.
  • Aluguel para Fla e Flu: Luis Fernando diz que estudaria alugar a Arena caso houvesse proposta, estimando aluguel em torno de R$ 100 mil por jogo. O presidente Carlos Eduardo Pereira, entretanto, disse que não alugará para o Flamengo, devido ao caso Arão, mas pode vir a alugar para o Fluminense, pois tem havido tentativa de reaproximação por parte do rival após alguns episódios de conflito.
  • Caio Martins: a prefeitura de Niterói queria limitar a capacidade a 8.000 pessoas, e a CBF exige ao menos 15.000. Carlos Eduardo fiz que Fla e Flu não quiseram dividir uma Arena em Caio Martins. Diz que o Flu tentou criar uma arena em Edson Passos, sem sucesso, enquanto o Flamengo alegava querer algo para no mínimo 30.000 pessoas.
  • Engenhão em 2016: o Botafogo não vai se esforçar para ter o estádio o quanto antes. Se for devolvido mesmo em outubro, Botafogo deve continuar jogando na Ilha do Governador até dezembro. O VP Executivo também afirmou que públicos em torno de 10 ou 12 mil pessoas tem um efeito de pressão na Arena Botafogo, mas no Engenhão não causam impacto.
  • Maracanã: a Odebrecht não quer mais administrar o estádio. O governo do Estado precisa fazer novo processo licitatório para concessão, e enquanto isso não acontece, precisa bancar os custos do estádio. Como o governo não tem dinheiro, é possível que em 2017 o Maracanã não funcione e o Engenhão venha a ser o único grande estádio do Rio. 
  • Estádio em 2017: o VP Executivo diz que a Arena pode ser uma alternativa para 2017, mas a ideia é mesmo jogar no Engenhão. Presidente Carlos Eduardo Pereira disse o Botafogo voltará ao Engenhão em 2017. Segundo ele, as perspectivas para o ano que vem são muito boas, com a possibilidade do Engenhão ser o único grande estádio do Rio, e estar finalmente liberado, sem nenhuma restrição.
  • Carlos Augusto Montenegro: o ex-presidente reclama dos custos do Engenhão e considera que, uma vez passados os Jogos Olímpicos, a prefeitura pode vir a ser morosa para atender a eventuais pleitos do Botafogo sobre o estádio. Montenegro critica o Engenhão e sugere que em 2017 o Botafogo continue jogando na Arena para ter "um alçapão".
  • Ricardo Rotenberg: muito ligado a Montenegro, o conselheiro reclama que a torcida fala muito na internet que "Engenhão é nossa casa" mas não comparece. Critica bastante o Engenhão e defende um consórcio Maracanã-Engenhão, isto é, uma gestão integrada dos dois estádios, quando o Maracanã for licitado. A ideia seria que os clubes mandassem jogos médios no Engenhão e grandes no Maracanã.
  • Shows no Engenhão: o conselheiro Renato Pereira sugere que haja mais shows no Engenhão, pois são boa fonte de renda. Presidente Carlos Eduardo respondeu que já conversou com duas empresas especializadas, que ambas gostaram do que viram no Engenhão e devem apresentar propostas em breve.

Pauta: Ato Trabalhista e Auditoria



Texto publicado em 18/06/2016 na página Botafogo Sem Medo no Facebook.




Imagem: Thiago Pinheiro

Na pauta reunião do Conselho Deliberativo na terça-feira, dia 21/06/2016, o item g é "Situação do Ato Trabalhista pelo Vice Presidente Jurídico" e o item h é "Andamento do trabalho de auditoria da Ernst Young pelo Presidente do Botafogo".

Breves comentários:

g) Situação do Ato Trabalhista pelo Vice Presidente Jurídico.

O Ato Trabalhista representa uma despesa mensal de R$ 1,250 milhão. A dívida trabalhista soma cerca de R$ 270 milhões. Apesar do Ato, o Botafogo ainda sofre com eventuais ações de ex-jogadores que buscam penhoras para receber fora da fila do Ato.

h) Andamento do trabalho de auditoria da Ernst Young pelo Presidente do Botafogo.

Na reunião de 24/05/2016, o vice presidente Geral Nelson Mufarrej informou que em dezembro de 2015 foi contratada a empresa Ernst & Young, que está fazendo um trabalho de auditoria sobre o período da gestão anterior. Segundo ele, o Conselho Diretor está acompanhando a evolução do trabalho e oportunamente o levará ao Conselho Deliberativo.

Ainda na reunião de maio, o vice presidente Executivo Luis Fernando Santos, ao comentar sobre as já aprovadas contas de 2015, disse que o Conselho Diretor “pensou em realizar a auditoria (nas contas de 2015) utilizando os serviços da Ernst & Young, mas esta empresa recusou o trabalho com a alegação de que o BOTAFOGO não possuía contas confiáveis devido à ineficiência de seu processo de gestão e controle. Entretanto a quarta maior empresa de auditoria no mundo (Gran Torton) aceitou auditar as contas do BOTAFOGO pelo mesmo preço que pagamos a empresa que realiza atualmente esta auditoria”.

Um tema de extrema relevância a ser esclarecido pela auditoria é a suposta e nebulosa dívida de R$ 20 milhões que o Botafogo teria contraído junto à Odebrecht no final da gestão Maurício Assumpção, em 2014. Teriam sido dadas várias garantias absurdas, como direitos econômicos de jogadores e até o compartilhamento da gestão do Engenhão.

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